quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Os Ebós


                                          



                Os Ebós são oferendas feitas para Orixás, Odús e outras divindades para diversas finalidades, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objectivo ou simplesmente como forma de agradar às divindades que se cultuam.

               O princípio do Candomblé baseia-se no Ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo o seu equilíbrio vital.
Abaixo seguem alguns Ebós que o poderão ajudar em algumas situações da sua vida, no entanto, sempre que possível, é preferível recorrer a alguém que tenha fundamento no Candomblé para os realizar de forma correcta.
                                        

              Ebó para Ògún Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade

             1 inhame assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariô (folha de palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual a acaçá branco, porém com farinha de milho amarela), azeite de dendê e mel.
                             
             Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariô e chamando por Ogum, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. Acenda uma vela e faça os seus pedidos a Ogum. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na entrada do portão. Se você morar num apartamento, coloque dentro da sua casa, atrás da porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.

                            

            Presente para Oxum Para acalmar a pessoa amada

         5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar mascavo, 2 velas.
Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Oxum Aparà.
                                 
                           
          Ebó para Exú LonanAbrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja

         1 metro de pano vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas actuais, 7 búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7 ovos vermelhos, 1 obi.

          Como Preparar: Abra o pano em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do Ebó. Feche o pano. Este Ebó tem que ser despachado numa rua de muito movimento, onde tenha muitas casas comerciais.


                               

                                   Oferenda a Exú

         Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Fígado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.

         Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque numa praça bem movimentada.

                                   
                          
                           Ebó Para Iansã – Oyá Onirá

          Material Necessário:1 Abóbora moranga, 4 Búzios abertos, 4 Noz moscada, 4 Moedas, 4 Acarajés, 4 Metros de fitas vermelha / Branca, 1 Saco de pano.

          Modo de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.

                                  

                        Ebó Para Resolver Problemas Difíceis

Material Necessário: 2 Acaçás Brancos, 2 Ovos Brancos, 2 Quiabos, 2 Moedas, 2 Conchas, 1 Oberó

           Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom eem dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.





Culto aos Egunguns


                                         

                                                  África

        Segundo a tradição do culto de Egungun, que é originário da África, região de Oyò. O culto de Egungun, é exclusivo de homens, sendo Alápini o cargo mais elevado dentro do culto tendo como auxiliares os Ojés.

         Todo integrante do culto de Egungun é chamado de Mariwô.

Xangô (Şàngó), é o fundador do culto aos Egungun, somente ele tem o poder de controlá-los, como diz um trecho de um Itan:
                              
          Em um dia muito importante, em que os homens estavam prestando culto aos ancestrais, com Xangô a frente, as Iyami-Ajé fizeram roupas iguais as de Egungun, vestiram-na e tentaram assustar os homens que participavam do culto, todos correram mas Xangô não o fez, ficou e as enfrentou desafiando os supostos espíritos. As Iyami ficaram furiosas com Xangô e juraram vingança, em um certo momento em que Xangô estava distraido atendendo seus súditos, sua filha brincava alegremente, subiu em um pé de Obi, e foi aí que as Iyami-Ajé atacaram, derrubaram a Adubaiyni filha de Xangô que ele mais adorava. Xangô ficou desesperado, não conseguia mais governar seu reino que até então era muito próspero, foi até Orunmilà, que lhe disse que Iyami é que havia matado sua filha, Xangô quiz saber o que poderia fazer para ver sua filha só mais uma vez, e Orunmilà lhe disse para fazer oferendas ao Orixá Ikù (Oniborun), o guardião da entrada do mundo dos mortos, assim Xangô fez, seguindo a risca os preceitos de Orunmilà.
                                   

          Xangô conseguiu rever sua filha e pegou para sí o controle absoluto dos Egungun (ancestrais), estando agora sob domínio dos homens este culto e as vestimentas dos Egungun, e se tornando estremamente proibida a participação de mulheres neste culto, provocando a ira de Ọlọ́run, Xangô, Ikú e os próprios Egungun, este foi o preço que as mulheres tiveram que pagar pela maldade de suas ancestrais as Iyami.

                               

                                            Brasil

        Culto aos Egungun é uma das mais importantes instituições, tem por finalidade preservar e assegurar a continuidade do processo civilizatório africano no Brasil, é o culto aos ancestrais masculinos, originário de Ọyọ, capital do império Nagô, que foi implantado no Brasil no início do século XIX.

         O culto principal aos Egungun é praticado na Ilha de Itaparica no Estado da Bahia mas existem casas em outros Estados.

          Quanto ao aspecto físico, um terreiro de Egungun ou Egun apresenta basicamente as seguintes unidade:

         Um espaço público, que pode ser freqüentado por qualquer pessoa, e que se localiza numa parte do barracão de festas;
uma outra parte desse salão, onde só podem ficar e transitar os iniciadores, e para onde os Egun vêm quando são chamados, para se mostrar publicamente;
uma área aberta, situada entre o barracão e o Ilê Igbalé (ou Ilê Awô - a casa do segredo), onde também se encontra um montículo de terra preparado e consagrado, que é o assentamento de Onilé;
um espaço privado ao qual só têm acesso os iniciados da mais alta hierarquia, onde fica o Ilê Awô, com os assentamentos coletivo, e onde se guardam todos os instrumentos e paramentos rituais, como os Isan pronuncia-se (ixan), longas varas com as quais os Ojé invocam (batendo no chão) e controlam os Egungun.
História
                                               
                              
          O Culto à Egun ou Egungun veio da África junto com os Orixás trazidos pelos escravos. Era um culto muito fechado, secreto mesmo, mais que o dos Orixás por cultuarem os mortos.

          A primeira referência do Culto de Egun no Brasil segundo Juana Elbein dos Santos foram duas linhas escritas por Nina Rodrigues, refere-se a 1896, mas existem evidências de terreiros de Egun fundados por africanos no começo do século XIX.
                            



                                            Hierarquia

Nas casas de Egungun a hierarquia é patriarcal, só homens podem ser iniciados no cargo de Ojé ou Babá Ojé como são chamados, essa hierarquia é muito rígida, apesar de existirem cargos femininos para outras funções, uma mulher jamais será iniciada para esse cargo.

                                           Masculinos

Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás);
Alagbá (Chefe de um terreiro);
Atokun (guia de Egum);
Ojê agbá (ojê ancião);
Ojê (iniciado com ritos completos);
Amuixan (iniciado com ritos incompletos);
Alagbê (tocador de atabaque);
Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.
                     
                                   
                                            Femininos

Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens);
Iyá egbé (cabeça de todas as mulheres);
Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá);
Iyá erelu (cabeça das cantadoras);
erelu (cantadora);
Iyá agan (recruta e ensina as ató);
ató (adoradora de Egun);
Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.
Ritual

              Tanto a tradição Nagô como a Jeje e a Congo-Angola cultuam os ancestrais. Para os Nagôs existem no Brasil três formas de cultuar os ancestrais, os Esa, os Egungun e as Iya-mi Agba.
             
              Os terreiros de Candomblé possuem um local apropriado de adoração do espírito de seus mortos ilustres, esse local é denominado de Ilê ibo aku, casa de adoração aos mortos, enfim todos iniciados no culto aos Orixás.

              Os Esa são considerados os ancestrais coletivos dos afro-brasileiros. Seu culto se refere à comunidade em geral. O que destaca o Esa é o fato dele ter-se destacado em vida por servir a comunidade e de continuar atuando em outro plano, contribuindo para o bom desenvolvimento do destino dos fiéis e da casa. O Ilê ibo aku onde são assentados e cultuados os Esa é afastado do templo onde são cultuados os Orixás.

                               


               Os sacerdotes que são iniciados especialmente para cuidar do Ilê ibo aku não são adoxu, isso é, não manifestam Orixá. Os ancestrais cultuados no Ilê ibo aku são diferentes dos cultuados no Culto aos Egungun, no primeiro são os espíritos dos falecidos da casa de Candomblé e o segundo são os ara-orun em geral e aos espíritos dos Ojé africanos ou brasileiros.

               Os Esa são invocados e cultuados em diversas situações, especialmente no padê, e no axexê quando é constituído o assentamento de um adoxu ou dignitário ilustre falecido. O assento de Esa se caracteriza pela representação da existência genérica, e o Egungun pela representação do espírito individualizado, o Egungun se caracteriza pela aparição no aiyê. Os Esa e os Egun são invocados no padê.

Ebô para Oxalá

         
                          

Ingredientes:
- 500g. de canjica branca
- 01 cacho de uva itália (uva branca)
- Azeite de oliva.

Modo de preparo: Cozinhe a canjica, coloque numa tigela branca, tempere com oliva mel e um pouco de açúcar, enfeite com o cacho de uva.

Ebô para Nanã

                                 


Ingredientes:
- 500g. de quirerinha branca
- 01 côco
- azeite de oliva

Modo de preparo: Cozinhe a quirerinha com bastante água para que ela fique meio "papa", tempere com oliva, coloque em uma tigela de louça, descasque , rale o côco com ele cubra a quirerinha.


Manjar para Yemanjá


                                 
Ingredientes:
- 250g. de creme de arroz
- 01 pescada inteira
- azeite de oliva

Modo de preparo: Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e asse-a na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.

Pipoca para Obaluaiye


                                

Ingredientes:
- 300g. de milho pipoca
- 01 bisteca de porco
- dendê
- côco
- areia de praia/na falta areia fina de construção peneirada.

Modo de preparo: Em uma panela ou pipoqueira, aqueça bem a areia da praia, coloque o milho pipoca e estoure normalmente, Coloque num alguidar. Frite a bisteca no dendê e coloque sobre a pipoca, enfeite com côco cortado em tirinhas.

Feijoada para Omolú



                       

Ingredientes:
- 500g. de feijão preto

Ingredientes para feijoada
- dendê
- 01 cebola
- côco

Modo de preparo: Prepare uma feijoada normal, porém tempere-a com cebola e dendê, coloque a feijoada num alguidar e enfeite com côco cortado em tirinhas.


Farofa para Tempo/Iroko

                                         


Ingredientes:
- 500g. de farinha de mandioca torrada
- 01 vidro de mel
- 01 pepino

Modo de preparo: Coloque a farinha de mandioca num alguidar, vá colocando o mel e com as mãos faça uma farofa , corte o pepino em três partes no sentido longitudinal, coloque as fatias do pepino sobre a farofa de maneira que eles fique em pé, regue com mel.

Moranga para Obá


                                                 

Ingredientes:
- 01 moranga
- 500g. de camarão limpo
- um maço de língua de vaca
- 01 cebola
- dendê

Modo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.

Acarajés para Oyá/Iansã


                                 

Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 500g. de cebola
- 01 litro de azeite de dendê

Modo de preparo: Num processador (pode ser num pilão) triture o feijão fradinho, deixe de molho por meia hora e após descasque os feijões coloque o feijão no processador e vá adicionando a cebola cortada em pedaços. Bata até formar uma massa firme. Despeje numa tigela e bata a massa com uma colher de pau até formar bolhas, coloque sal a gosto.
Numa frigideira coloque o dendê e deixe esquentar bem, com a colher vá formando os bolinhos e fritando até dourar. Coloque-os num alguidar.

Omolokum para Oxum

                                               


Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 01 cebola
- azeite de oliva
- 8 ovos

Modo de preparo: Cozinhe o feijão fradinho com cebola e azeite de oliva, depois de cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Coloque um recipiente de louça enfeite com os 8 ovos cozidos cortados em quatro e regue com bastante oliva.

Serpente de Oxumarê (Bessem)


                                    

Ingredientes:
- 500g. de batata doce
- dendê
- Feijão fradinho

Modo de preparo: Depois de cozinhar a batata doce descasque regue com dendê e amasse-a até formar uma massa homogênea. Em um alguidar molde duas serpentes em forma de círculo,
sendo que a cauda de uma encontre-se com a cabeça da outra. Com o feijão fradinho forme os olhos e enfeite o restante do corpo com alguns grãos de feijão fradinho (a seu critério), regue com dendê e ofereça ao orixá.


Abacate para Ossaim


                                     

Ingredientes:
- 01 abacate
- 500g. de amendoim
- 250g. de açúcar
- fumo em corda
- 7 folhas de louro

Modo de preparo: Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.

Omolokum para Logunedé


                                              

Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 500g. de milho
- 01 cebola
- 4 ovos
- azeite de oliva

Modo de Preparo: Coloque o feijão fradinho para cozinhar com cebola e azeite de oliva. Em outra panela cozinhe o milho. Depois do feijão fradinho cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Em uma travessa coloque o omolokum (massa do feijão fradinho) de maneira que ocupe a metade da travessa e na outra metade coloque o milho cozido, regue com oliva e enfeite o omolokum com os quatro ovos cortados em quatro, e o milho enfeite com côco cortado em tirinhas.

Frutas para Oxossi


                               

Modo de preparo: Em um alguidar ou cesta coloque 7 tipos de frutas bem bonitas (exceto abacaxi, mimosa, limão) enfeite com folhas de goiaba e côco cortado em tirinhas.



Amalá para Xangô


                                     
Ingredientes:
- 500gr. de quiabo
- 01 rabada cortada em doze pedaços
- 01 cebola
- 01 vidro de azeite de dendê
- 250g. de fubá branco

Modo de preparo: Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida .Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.

Feijão para Ogum

                             
                                  




Ingredientes: - 500g. de feijão cavalo - 01 cebola - 01 vidro de dendê - 07 camarões grandes Modo de preparo: Cozinhe o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com os camarões fritos no dendê. Faça seus pedidos e ofereça a Ogum.

FEITIÇO PARA AMARRAR PESSÔA AMADA

      
                                   

                                           Material necessário:

uma caneta preta.
duas velas brancas de sete dias,
dois copos com áqua.
um prato branco sem uso (virgem).
20 centimetros de fita azul.
20 centimetros de fita rosa.
uma folha de papel branco( tipo ofício).
um lápis preto novo.
dois quilos de açúcar cristal

( NÃO PRECISA SABER O NOME TODO DESDE QUE,
 DURANTE TODO O RITUAL VOCÊ PENSE NESSA PESSÔA)                          

                                                


                                                       como fazer: 

      Escreva  três vezes o nome de pessôa na folha de papel ofício usando o lápis preto, depois (em cima) escreva o seu nome usando o mesmo lápis.

lave o prato branco em água corrente depois de seco, ponha os nomes dentro dele
ponha agora em cima dos nomes as velas  de sete dias  e amarre-as  com as fitas dizendo " eu te prendo e te amarro com as cadeias de São Pedro e de Sáo Paulo" ponha em frente das velas os copos com áqua ,
faça agora um monte  com todo o açúcar cristal ao redor das velas e copos com água formando uma espécie de vulcão, de forma que fique aparecendo só a ponta dos copos e das velas,   acenda as velas e reze três pais nossos e três ave marias para seus anjos da guarda. 

                                               feito isso faça o seguinte:


                                         

     Debaixo do seu pé esquerdo escreva o nome da pessôa usando a caneta preta  e faça a seguinte oração TRÊS vezes.

    "Debaixo do meu pé esquerdo eu te prendo (fulano) (diga o nome da pessôa) , eu te amarro (fulano), eu te mantenho (fulano) pelo poder das 13 almas santas e benditas e por São Cipriano, você ficará apaixonado por mim (fulano) e vai  confessar o seu amor por mim, vai ficar comigo para sempre e me fará muito feliz.            

        Que você (fulano)só tenha pensamentos, olhos, coração, amor, desejos, admiração, respeito, carinho, paz e realização sexual comigo (fulano)

       Que você seja um amante fiel, dedicado e completamente apaixonado por mim (fulano).

        Assim eu quero, assim será feito, assim já está feito, Amém".


                                       











terça-feira, 22 de outubro de 2013

A GALINHA DA ANGOLA

                                   
A Galinha de Angola era uma ave muito feia e por isso, afastava as pessoas de perto de si, mesmo sendo muito rica. Ela vivia abandonada em uma grande floresta em meio a sua riqueza.

Cansada de ser desprezada, resolveu consultar o oráculo sagrado no Palácio de Obatalá. Quando lá chegou, o Sacerdote a colocou para fora, dizendo que ela deveria estar usando um Alá branco para entrar na casa do Grande Deus Funfun. Ainda mais triste, a Galinha de Angola resolveu ir para outra floresta e de uma vez por todas, deixar de conviver perto de tudo e todos.

                                  
Após 21 dias caminhando, a Galinha de Angola parou em uma floresta, sem saber que era sagrada (Igbodu). Lá, ela encontrou um velho maltrapilho gemendo de dores. Esse velho disse:

“Pare! estou muito doente e não tenho dinheiro para me alimentar, me dê o que comer e beber, por favor,”!

A Galinha de Angola pegou tudo o que tinha e deu ao velho homem que, após saciar a sua fome e sede, caiu dormindo em sono profundo. A Galinha de Angola continuou preocupada com o velho e ficou ao seu lado enquanto ele dormia. Ao acordar, o velho perguntou-lhe, porque ainda estava lá, fazendo companhia para aquele velho maltrapilho.
                                   
A Galinha começou a dizer que não poderia abandoná-lo, pois ele estava precisando del, dize sua história ao velho, falando que todos lhe achavam feia, com um aspecto repugnante e que não mais queria viver.

O Velho respondeu que o seu exterior não importava em nada, pois por dentro, ele era um dos seres mais belos que existia. Disse que aquela era uma floresta sagrada e que na verdade, ele era Obatalá. A Galinha de Angola ficou surpresa com a revelação, pedindo-lhe desculpas por entrar na floresta sagrada.

Obatalá pegou Efun e começou a pintar a Galinha de Angola, que ficou muito bonita. Além disso, Obatalá disse que, o maior símbolo para os iniciados era o Osu e modelou um na superfície da cabeça da Galinha de Angola, dizendo que, a partir daquele momento, ela seria o Animal mais Sagrado do Culto aos Òrìsàs, pois somente ela, traz o Grande Osù em sua cabeça.
                                   
Essa história é um grande ensinamento, pois mostra que não podemos julgar ninguém por sua aparência, mostra que não devemos jamais negar comida e bebida. Nossa religião oferta, ajuda e acolhe, essa é mensagem que devemos guardar.
                                                  
                                       

CAIDAS NOS BÚZIOS

                               

 1 BUZIO ABERTO – ÒKÒRÁN

·         Èsú adverte que há perigo de roubo, brigas, discussões, inimizades, intrigas, perda de emprego, separação, prejuízo em qualquer tipo de negócio, sustos. Adverte também que está sujeito prisão, acidentes, feitiços, com os caminhos fechados, enfim, ruína.

·         cliente sente dificuldade em realizar seus negócios, impedindo por inimigos ou pessoas invejosas, é necessário fazer èbó, para retirar as perturbações, e para que Èsú trabalhe em sua defesa.

·         quanto a personalidade das pessoas regidas por esse ODÚ, na verdade é um mau caráter, pois além de prejudicar a própria vida, procura transformar a dos outros, sem se importar com ninguém. Provocam intrigas e separações, mesmo que seja dos próprios pais, filhos ou de qualquer outra pessoa.

·         quando a regência for de ÒKÒRÁN MEJI, a pessoa é altamente problemática, mas, se caso o outro ODÚ seja mais tranqüilo, terá seu caráter amenizado.

·         quando sair no jogo, deverá ser despachado a porta, com uma quartinha usada para esse fim.

·         presente deverá ser entregue em lugar alto, encruzilhada aberta do lado esquerdo, fazer Oriki, Ofó ÈSÚ, e, tudo que se fizer para ÒKÒNRÓM, deverá ser feito para ONA, ORITÁ e ODARA.

·         na volta do presente, dar comida a SANGÓ AIRÁ, OYA e ÒSÀLÀ, também em lugar alto.

                               


2 BUZIOS ABERTOS- EJIOKO OU OKO


·         Apesar de Ibeje, responder nesta caída, é Osala quem comanda (protetor das crianças), por causa da personalidade instável de Ibeje.

·         quando esse ODU cai na 4ª caída, surpresas boas, cartas, dinheiro, lucros em negócios, amores, boas notícias, casamentos, amigação, noivado, convites para festas e fim de sofrimento.

·         na 1ª caída, fala em mediunidade, representa também ciências Ocultas; nas demais caídas fala de demandas, indecisões, gravidez.

·         quanto a personalidade das pessoas regidas por esse ODÚ ou sob sua influência, são muito alegres e felizes, possuem muita sorte, porém não chegam a ficar ricos, não são ambiciosos e procuram dividir tudo o que possuem. São muito confiantes, voluntariosos, geniosos, prepotentes, exigentes e tentam sempre impor suas vontades. Dessa maneira adquirem constantemente inimigos declarados e ocultos, pois pessoas desse ODU são muito invejadas e vítimas de inimigos traiçoeiros, acarretando muitas demandas para impedir o completo triunfo das pessoas sob essa influência.

·         para que possam ter sucesso deverão aprender a guardar segredo de todas as suas verdadeiras intenções e se algo sair errado, se tornam muito sofridas, quando algo não lhes sai como desejam, e, aí, fazem mexericos e criam grandes confusões, mas como geralmente possuem bom coração, logo se arrependem do que fizeram e procuram contornar a situação criada por eles mesmos e tentam tudo para reconquistar as amizades perdidas. Sofrem muito por doenças, amores não correspondidos, enfim, a personalidade é bem instável.

·         dar o presente num jardim ou na entrada da mata, ao voltar, dar bastante canjica nos pés de OSALA com 22 acaçás em cima, jogar OBI ABATA e ao dar ALAFIA, comer um pedacinho e o restante colocar em posição de ALAFIA em cima da canjica.

                                

3 BUZIOS ABERTOS – ETAÒGÚNDÁ OU ÒGÚNDÁ

 Ogun se apresenta com toda força da espada da Lei da justiça, é um ODÚ justiceiro, por ser ele o Senhor das lutas e das batalhas.

·         quando esse ODÚ se apresenta no jogo, o consulente deverá ser esclarecido afim de encontrar forças necessárias para enfrentar para enfrentar todas as situações desagradáveis e jamais recuar diante de qualquer obstáculo. Somente não deverá agir com impulso de maldade e sim espírito de bondade e esperteza, e muita calma, pois é uma indicação de dificuldade com alguns prejuízos e graves conseqüências. O consulente deverá ficar em alerta, pois haverá fracassos nas realizações de grandes projetos, quando esse fato acontece, é preciso que o consulente tenha muita calma e paciência, pois esse e um Karma imposto por esse ODÚ, e nesse momento, este deverá agir com prudência e acima de tudo com justiça. Não deve depositar confiança demasiada em certos amigos, pois no meio deles haverá um traidor, um falso amigo.

- este só terá bons lucros e bons resultados, mediante seus próprios esforços e sacrifícios, pois deverá ter muito cuidado para não haver acidentes em rua, estradas, doenças graves e decepções. Os caminhos desse ODÚ, quando em suas fases negativas, poderão indicar também brigas, pancadarias, prisões, separações, desfecho de caso na justiça, documentos importantes sem andamento, rompimento de uma sociedade, falência e separação amorosa.

- o consulente deverá ser alertado, quanto a todas essas possíveis situações desastrosas, incluindo também um aviso importante que haverá perigo de papeis comprometedores, nesse caso, este deverá ter muita calma e cautela com essa situação, e de que ele somente vencerá todos os obstáculos, se ele próprio tiver razão, pois esse ODÚ, só age pela razão.

- o homem regido por esse ODÚ, é muito viril, sério e organizado; quando a mulher, tem muita fertilidade, mas não é sensual (sexy). Tanto um, quanto o outro, são radicais, olho por olho, dente por dente. Esse ODÚ, tem uma certa ligação com ÒBÀRÁ, portanto quando for dar presente a ÒGÚNDÁ, deverá se dar também a ÒBÀRÁ e a EJILASÉBORA, e o presente deverá ser em forma de triângulo.


                                 

4 BUZIOS ABERTOS– ÌROSÚN OU ÌOROSÚN 


Esta caida pode pronunciar calúnias e injustiças, ocasionadas por Egungun, e, sendo este ODÚ, um dos ODÚ ligado a omolu ou obaluaye, as pessoas regidas por este Odú, tendem a sofrer todos esse tipos de problemas. Porém Iemanjá, nesta caída, responde com certa decisão e justiça e equilibrio de Ori. Òxalá, por sua vez, também promete dar um pouco de alívio e proteção.

Devido ao caminho imposto por esse ODÚ, em sua fase negativa traz influências desagradáveis e causa principalmente ao seu consulente ou a quem é regido por ele, um círculo de falsos amigos. Este ODÚ tem grandes poderes de sabedoria, em sua fase positiva, ele propicia alívio a doenças e caminhos fechados, porém nem todos os problemas poderão ser totalmente resolvidos, mas pelo menos aliviados.  é um ODÚ de grandes causas no seu lado positivo, propõe-se a defender o consulente em todos os aspectos. Ele determina fim de sofrimento, traz grandes possibilidades de triunfos e de cargos, terá possibilidades de se envolver com grandes personalidades, é também envolvido em mistérios, indica mediunidade, bom caráter, cargo de chefia na casa de santo e no trabalho.

Quando se posiciona à esquerda, indica grandes desgraças, ciladas, roubos, indecisões, calúnias, traições de pessoas amigas, acidentes, muitas tristezas, paixões violentas, muita falsidade, até mesmo dentro de casa e no trabalho, além de perigo de morte repentina. Já quando sai a direita, é indicação de que haverá resolução dos problemas por pior que sejam.

Obs.: – este ODÚ, deverá ser encaminhado, sempre que sair na 1ª, 2ª e 3ª caídas. Exemplo: Se a 1ª caída for Irosun, 2ª Odi e a 3ª Ofun, é indicação de grandes choques de correntes negativas, está situação é por demais complicada, é perda em muitas coisas, mas principalmente no amor, com tendência a ter uma vida solitária.

Para atrair boa sorte e eliminar as energias negativas, toda pessoa regida por este odu deverá  fazer uma oferenda mensal com 4 acaçás, 4 moedas, 4 velas, 4 bolos de farinha, 4 ovos (mencionar somente o nome do ODÚ).

                                     
5 BUZIOS ABERTOS- OSÉ


- responde Òsún, Iemonja, Osòósi, Obá, Olokun, Oso, Ajé, Onilé, Ogun, Oduduwa, Obatala e Òrúnmilá.

- quem possui esse ODÚ ou é regido duplamente com ele, possui poderes para feitiçarias, e, são imunizados ao feitiço, mas não quer dizer que não pode levar uma balançada.

 quando esse ODÚ, dirigi o ÒRÍ da pessoa, a mesma é misteriosa, vaidosa, quando lhe é conveniente é mão aberta, possui muito charme, além de ser muito inteligente, gosta dos prazeres, são prosas e convencidas, ambiciosas, perseverantes e complicadas no amor, pensam em grandes lucros. Quase sempre são impetuosas na maneira de agir e com isso, perdem grandes oportunidades, pois sempre haverá um inimigo oculto, tentando com grandes esforços derrotar as pessoas desse ODÚ.

- porém elas conseguem vencedor as batalhas e em pouco tempo se reequilibram, obtendo lucros, realizando seus desejos.

- quando esse ODÚ, s e apresenta nas 1ª caídas consecutivas, é indicação de feitiçaria, e, nessa feitiçaria, quem responde é Èsú e Egungun.

Este é o ODÚ invocado pelas feitiçarias (AJÉS) e feiticeiros, pois eles fazem pacto com as IYA MI.

- quando sair 2 vezes, é indicação de magia e falsidade de mulheres, e o consulente será ludibriado com promessas que não serão cumpridas, também haverá perseguição de um homem.

- também indica uma doença grave (mental), não tratada poderá levar à loucura, mas essa situação é passageira, fazendo ebó, todas as negatividades serão despachadas e todos os inimigos serão derrotados.

Observações

5 + – situação em que OSÉ se propõe a ajudar

situação favorável

5 – se faz ebó grande, dando caminho em lixeira grande

+ 5 onde tenha urubu.

5

5 – ebó em lixeiras pequena

+ 5 pode ser latões de lixo na rua

+ 5 – não há ebó, mas deverá ser dado presente à IYA MI

numa jaqueira dentro de um bosque.

+ – igual a situação anterior

5

- Presente às IYAMI

(para se livrar de invejas, feitiços, enviados por 3°)

5 bolos de farinha 5 bolos de arroz

5 ovos 5 moedas 5 velas acesas ao redor

alguidar morim branco

- Colocar no pé de uma jaqueira, 1° o pano, o alguidar, o cliente deverá apenas tocar as coisas na testa e no peito e colocar no alguidar. Isto poderá ser feito tanto no amanhecer quanto no entardecer.

- quanto ao presente, entregar na cachoeira em lugar alto, na volta dar comida a ÒSUN, Osòósi e YEMONJA, fazendo ÒRÍKÍ de cada um.
                               
                                        
                                     
6 BUZIOS ABERTOS- ÒBÁRÁ


- As pessoas que estão sob essa influência, quase sempre são vítimas de calúnia, problemas com justiça, rompimento com casos amorosos, perda de emprego ou de qualquer outra oportunidade boa, isto é, se ele se apresentar 3 vezes consecutivas, através de ebó, poderá a qualquer momento receber auxílio inesperado, portanto deverá pegar as oportunidades por melhor que se apresentem.

- as pessoas regidas por esse ODÚ, possuem grandes idéias e passam boa parte de sua vida tentando realizá-las e dificilmente encontram meios de como começar, algumas vezes, ou na maioria fracassam por não pedirem ajuda, porém todo o sofrimento não é duradouro, e as pessoas acabam vencendo pela força de vontade, devido a possuírem espírito de luta e não se entregarem facilmente. São batalhadoras e possuem o privilégio de muita proteção espiritual e também dos outros ODÚ, que se dobram a ÒBÁRÁ. Se, numa situação difícil, procurarem o auxílio de um amigo, serão prontamente atendidos.

- se cair 3 vezes seguidas, é sinal de perdas totais.

- se 3 ou 4 vezes, também passa a suspeita de ligação com Abiku porém essa situação não quer dizer que o consulente seja Abiku, mas que tenha contato (pai, mãe, filho, esposa, marido, irmão (ã).

Obs.:

6 6

+ 9 – quer dizer feitiços + 6 – indicação de

7 perdas totais

- quanto ao presente, deverá ser colocado numa pedra em lugar alto, dentro de uma mata.

- na volta dar um amalá para SANGO, acarajé para OYA, além de comida para ÈSÚ e ÒSÁLÁ.
                             
                                     

7 BUZIOS ABERTOS- ODI   


- As pessoas sob a influência desse ODÚ ou quando ele se posiciona 2 vezes (1ª e 3ª), ou quando é de ODI MEJI, correm constantemente perigo de morte, roubos, acidentes, prisões, doenças graves e impotência,

- quando se apresentar 3 ou 4 vezes, já se poderá ter uma indicação de que o consulente tem envolvimento com ELERE ou até poderá ser ele próprio ELERE.

- as pessoas regidas por esse ODÚ, são pessoas muito importantes, influentes em todas as camadas sociais (da mais alta a mais baixa), gostam de todos os tipos de prazeres da vida, principalmente os de sexo. São também ambiciosas, pensam em grandes lucros, sonham demais com grandezas, viagem com propósitos de obter lucros elevados, enfim, vivem sempre sonhando com uma melhora repentina da vida, mas, infelizmente fracassam em quase tudo, principalmente no amor. Quando o fracasso ocorre, culminam todos os tipos de perturbações até pelas coisas mais simples, daí, então vivem sempre cercados de influências negativas, pois não sabem perder qualquer um dos seus sonhos e oportunidades.

- por não saberem agir devidamente nas ocasiões precisas dependem sempre de muitos conselhos e de boas orientações.

- apesar de ODI ocasionar desgostos, banalidades, imoralidades, etc, ele também proporciona muita sorte em qualquer tipo de jogo, heranças, empregos, conquistas de todos os tipos, bom gosto e boa aparência, porém, a sorte nunca é muito duradoura, porque existe maior número de qualidades negativas do que positivas.

- para que as pessoas desse ODÚ, tenham uma direção adequada na vida é necessário constantemente fazer èbó, para se livrar de fases negativas (não muito grande), as quais ODI determina de um momento para outro. Quanto a um èbó grande, só se deverá fazer uma vez por ano ou quando houver situação muito necessária.

Quando é mulher regida por esse ODÚ, na maioria das vezes, perde a virgindade cedo e é muito difícil permanecer com um só homem, também não se prende ao lar e nem aos filhos.

- para pessoas desse ODÚ, que já nasceram doentes ou que venham a adoecer depois, sofrem riscos de morte.

- grandes desfechos poderão ser contornados ou aliviados através de ebó, rezas, banhos, agrados, obrigações e um bom comportamento para com os orisás.

- no caso de clientes, esse ODÚ traz muitas perturbações, fofocas, brigas, pancadarias, roubos e até perigo de prisão.

- caso ODI, se apresente no jogo 3 vezes, deverá ser feito ebó, mas em 3 caminhos diferentes, sendo que a ave só entrará no último (encruzilhada, mato ou estrada ou praça e beira d’água.

- todas as vezes que se fizer presente a ODI, este deverá ser entregue numa encruzilhada aberta, de barro, do lado esquerdo ou cominho de mato ou praça, fazer o ORIKI ÈSÚ, na volta não esquecer de dar comida a ÒSUN e OBALUAIYÉ.

                                 

 8 BUZIOS ABERTOS– EJONILE ou EJIONILE


- As pessoas regidas ou influenciadas por esse ODÚ, possuem grande proteção espiritual, boas amizades e, quase sempre, caminhos abertos.

- gostam de calma e procuram acalmar o próximo, porém são também vingativas, mas possuem comportamento delicado, são honestas e atenciosas. Vivem com grandes esperanças, estão sempre apaixonadas, são sonhadoras, sofrem e se desdobram para ajudar um amigo.

- geralmente esse ODÚ avisa possíveis riscos de acidentes, doenças graves, traições, pequenos furtos e alguns mexericos.

- quando a pessoa for de EJONILE MEJI, a mesma sofrerá muitas vezes de calúnias e falsidades.

- quando esse ODÚ, responder no jogo, o Babalawo, deverá reverenciá-lo, levantando-se 3 vezes, e o consulente deverá tomar banhos de folhas calmas, trajar-se com roupas claras, de preferência branca, penitenciando-se.

- se caso o consulente já estiver doente, esse ODÚ, torna-se muito perigoso, pois o mesmo possui uma característica um tanto contraditória, pois ele é tão sagaz (o ODÚ) a ponto de enganar a morte, assim, todas as vezes que esse ODÚ se apresentar, em qualquer posicionamento, o mesmo se torna o mais especial, sendo, portanto o merecedor de todas as atenções.

- com relação ao presente, deverá ser entregue em cima de uma pedra no meio de um rio limpo, fazer o ORIKI na volta e dar comida a ÒSÀLÁ.

                                           


9 BUZIOS ABERTOS – ÒSÁ


- Traz indicação de influencias de EGUNGUN. O consulente está sujeito a passar por situações de desespero, derramamento de lágrimas, pela não realização quase sempre de grandes projetos, devido à perturbações provocadas por EGUNGUN.

- as pessoas que são deste ODÚ, vivem cercadas de pessoas que se dizem muito amigas e não o são. Geralmente são pessoas inteligentes.

- segundo ESE (contos), esse ODÚ leva ao consulente ou à pessoa diretamente ligada à ele, a proteção de ÒSÀLÁ e SANGÓ, para quebrarem a influência negativa deste ODÚ.

- essas pessoas tem como característica o autoritarismo, caprichos, teimosias, qualidades estas que fazem sempre resultar em grandes transtornos, caminhos fechados, acidentes em viagens e toda sorte de influência dos maus espíritos, causando constantemente às pessoas desse ODÚ ou influenciadas por ele, a receberem más notícias, falsidades e perseguições, tanto de parte masculina como feminina, o que ocasiona grandes perdas e desgostosos.

- com relação ao presente, o local de entrega pode ser em campo aberto, beira de rio ou de mar, na volta faz-se o ORIKI OYÁ e Yemonja, arreia-se acarajé dentro e fora do quarto de santo.

- presente para EGUNGUN, feijão branco e acaçá num bambuzal, afastado da roça de santo.

Observações:

9 – neste caso, ÒSÁ indica falsidade, perseguição de + 9 EGUNGUN de família ou pessoa ligada, e feitiçarias

9 em cemitério.

7 – Odi e òsá, neste posicionamento, indica que existe ou existirá ébrio na família

9

9

+ – neste posicionamento, indica ébrio por cobrança de orisá

12

12 + 9 – neste posicionamento está indicando maus presságios com melhoras apenas após obrigações ÒRÌSÁ.


                                   


10 BUZIOS ABERTOS- ÒFÚN

- As pessoas sob essa influência ou que sejam deste ODÚ, são sinceras, honestas, inteligentes, sabem fazer amizades e as conservam.

- quando cai este ODÚ para um consulente, é preciso que o mesmo seja bem orientado, devido a série de perturbações que virão em seguida, tanto materiais como espirituais, abalando sua personalidade de paz, ou seja, entrará em choque com fatos que aparecerão.

- o consulente não saberá iniciar, nem concluir seus projetos em qualquer tipo de atividade, e também na parte sentimental. Este ODÚ, tem muito envolvimento com doenças, quase sempre levando as pessoas à grandes cirurgias, principalmente doenças ligadas ao abdome (fígado, intestino, estômago, etc…).

- geralmente as mulheres deste ODÚ ou influenciadas por ele quase sempre perdem a gravidez (abortam), ocasionando na maioria Histerectomia, correndo risco de vida.

- são pessoas muito caladas, envelhecidas interiormente embora possam parecer jovens algumas vezes, isso porque o ODÚ, é o mais velho por ordem de chegada.

- são também ranzinzas e teimosas, embora sempre exaltem a paz, este ODÚ, traz constantemente perigo de morte, porque possui uma característica velha, teimosa, ciumenta e também muito vingativo e, por isso, envia a morte para seus adversários.

- sempre que este ODÚ sair 3 vezes, é indicação de trabalhos feitos com EGUN, trazendo conseqüências desastrosas e prejudiciais, tanto na parte material como na sentimental e, ainda, casos de desonra e perda de virgindade.

- ÒFÚN não tolera outra cor que não branco, se houver necessidade de fazer ebó para o consulente, com problemas de ÒFÚN, deverá ser feito no IGBO (mato), praia ou onde for determinado pelo jogo, o consulente deverá ir de roupa branca bem como quem irá fazer ebó. Porque senão não adiantará nada e, durante o período de resguardo; deverá ser usado pelo prazo de 7 ou 14 dias, tendo que tomar obi d’água ou fazer algo mais sério.

- quando a pessoa for de ÒFÚN MEJI. Já começa por essa ordem, investigando os orixás responsáveis no Brasil.

- quando se der caminho ao lado negativo, os banhos serão de folhas calmas e frias, deverá ser dado Obi d’água ou EGBÒRÍ de EJÉ FUNFUN (igbin), porque a pessoa que der caminho ao lado negativo, não poderá levar EJÉ PUPA (sangue vermelho), no ÒRÍ por menos 90 dias.

- se sair no jogo, independente de èbó, deveremos aconselhar o consulente a procurar um médico ou, se for o caso, continuar o tratamento que estiver fazendo.

- quando ÒFÚN, sair na 1ª, ela está trazendo em aviso/alerta e, na 4ª caída, deverá ser presenteado.

- se por acaso, se apresentar 4 vezes, não se deve colocar a mão antes de se colocar o ÒSÀLÁ mais velho da casa no chão, deixar passar dois dias coberto com bastante canjica, e depois dar bicho de 4 pés para este ÒSÀLÁ, mas de preferência não mexer com este ebó.

- quando sai ÒFÚN, o Babalawo, levanta-se e toca a própria barriga com as mãos em direção ao poente (para tirar coisa ruim que haja), mas se sair novamente, levantam-se os dois e fazem o mesmo ritual.

- se sair ÌROSÚN e ÒFÚN, a caída é muito perigosa.

- o presente deve ser entregue na beira do rio ou mar, se for no rio colocar na parte da areia seca, e no caso se for no mar, deverá ser na areia úmida. Não esquecer de fazer ORIKI de ÒFÚN e de ÒSÀLÁ. Dar comida a EGUNGUN, não esquecendo de fazer ORIKI ÉGUNGUN. Após a entrega do presente, dar comida a ÒSÀLÁ, ILE e èsú.

                               

 11BUZIOS ABERTOS- ÒWÓRÍN

- Esse ODÚ impõe muitas influências negativas, tanto para o consulente, quanto para as pessoas regidas por ele.

- devido a forma carmática muito pesada a qual esse ODÚ propicia, as pessoas se tornam muito perturbadas, negativas e lutam com grandes dificuldade tentando realizar algo importante na vida, porém todos os caminhos se fecham.

- geralmente, elas sofrem constantemente, problemas de doenças, correndo alguns riscos de vida, pois esse ODÚ, pode ocasionar de um momento para o outro a morte, tanto por enfermidade quanto por acidente grave ou por um crime.

- na verdade, esse ODÚ, repentinamente causa supressão com a morte, não permitindo por muito tempo tratamentos médicos e nem trabalhos espirituais.

- para as pessoas desse ODÚ, existe um fator muito importante: quando ele está em boa fase, ele oferece vitórias sobre todas as lutas e inimigos, os quais tentam guerrear com armas baixas, caluniando, difamando, dando falsos testemunhos, intrigando e fazendo magias pesadas, etc., com propósitos mesquinhos tentando denegrir a boa imagem e a dignidade das suas vítimas.

- somente com um grande ebó, muitas obrigações e muita calma, o consulente poderá gradativamente atingir seus objetivos, caso contrário o mesmo perderá tudo, até mesmo a própria vida.

- para as pessoas que vão viajar ou que trabalham viajando, deverão ter cuidados especiais fazendo ebó.

- para as pessoas que irão submeter-se a cirurgias, também deverão fazer um ebó.

- as pessoas desse ODÚ, embora aparentemente estejam em boa situação, deverão agradá-lo uma vez por mês (dia 11 de cada mês), mas atenção, não é dar caminho, mas sim agradá-lo. O tipo de agrado mensal, não é o mesmo que o anual, é mais simples.

- as pessoas desse ODÚ, deverão usar constantemente um patuá especial, banhos de folhas em defesa, afim, fazer OFÓ e ORIKI.

- as pessoas desse ODÚ ou influenciadas por ele, é necessário além de ÈBÓ ODÚ, verão fazer um ebó IKÚ para um espírito de uma antepassado o qual sempre tenta viver encostado com propósito de levar a pessoa.

- quando ÒWÓRÍN MEJI, para se obter um bom caminho na vida, é preciso quase que "nascer de novo", isto é: fazer feitura de Orixá, confirmar-se Ogã ou Ekeji, quando for o caso de confirmações.

- as virtudes desse ODÚ, são muitas: mediunidade, vidência, premonições, sorte no jogo, no amor, em comércio e vitória sobre os inimigos, só que de forma lenta e muito sacrificada.

- quantas vezes esse ODÚ se apresentar no jogo, quantos serão os caminhos.

11 – caminho de estrada

+ 11 – caminho de mato cercado de perigos

11 – caminho de água

11 – caminhos perigosos

+

+ 11 – perigos em vigor

11 + – absolvição

11 – última oportunidade

11 + 11 – última solução nascer

11 para o orixá

+

11 – perigos a caminho

                                    


12 BUZIOS ABERTOS- EJILASÉBORA

- Esse ODÚ, é o mesmo que outorgou poderes aos 12 ministros de Sango, os quais apenas 6 podem absolver ou condenar.

- as pessoas sob a influência desse ODÚ, ou regidos por ele, são pessoas prestativas, inteligentes, justas, possuem bom coração, e mesmo quando ocupam uma posição social elevada, jamais perdem a pose de um rei ou de um ministro.

- o homem desse ODÚ, é quase sempre predestinado ao trabalho pesado, mas encontrará sempre ajuda de um amigo no momentos difíceis, também poderá receber uma herança e ter grande futuro, agora, tanto para o homem, quanto para a mulher, ele prediz que haverá sempre muitas batalhas na vida.

- quando esse ODÚ se apresenta no jogo, deve-se despachar a porta e encerra-se o jogo imediatamente, soprando-o em direção à rua com as duas mãos.

- quanto ao consulente, comente realizará seus internos, mediante feitura de orixá ou confirmação (Ogã ou Ekeji), ou de uma grande obrigação, pois caso contrário, o mesmo fracassará.

- com relação ao jogo, o cliente deverá fazer um pequeno ebó (tudo branco de n° de 4), dar-lhe um banho de folhas frias e mande que retorne após 3 dias, durante os quais deverá tomar banho com as filhas que foram preparadas para ele, ao voltar dar-lhe o 4° banho e, voltar para o jogo e abri-lo de onde parou.

- quando sair no jogo, ÒSÁ e em seguida EJILASÉBORA, indica que o consulente terá grandes dores de cabeça, podendo se tornar um ébrio ou um débil mental, essa indicação também é estendida à alguém da família, que correrá o mesmo risco.

- quando esse ODÚ, se apresenta em qualquer posicionamento, encerra-se o jogo, pelo fato do mesmo dar o veredicto que a solução será mediante a uma grande obrigação de orixá.

- a finalidade desse ODÚ, é avisar de perigos que poderão vir a acontecer tais como: prisões, brigas, misérias, sangue, ruínas, perdas de tudo e desgraça total caso não seja afastado os fatores negativos através do ebó e grandes obrigações aos Orixás.

7 – dar caminho a ODI, ÒSÁ e ÌROSÚN

12 + 9 depois dos ebós feitos, espera-se 4 dias para voltar

4 a jogar, porém apenas com 4 búzios perguntando a Òrùnmilá, quais os tipos de obrigações que deverão ser feitas para o cliente e para quais orixá.

- quanto ao presente, deverá ser entregue numa pedreira, bem alto, no raiar do sol, de frente para o nascente, fazendo o ORIKI. Na volta dar comida à SANGO.


                                          


13 BUZIOS ABERTOS EJILOGBON ou OLOGBON

- Esse ODÚ é um dos mais velhos e as pessoas regidas por ele, poderão vencer as maiores dificuldades, mas não possuem muita sorte no amor e, por essa razão, vivem constantemente perturbadas, porém não deixam de ser trabalhadoras, honestas ao extremo, possuem muita vontade própria, são muito conscientes, sensíveis, e quando se sentem agredidas se tornam momentaneamente vingativas.

- esse ODÚ, representa a morte, ocasiona acidente, destruições, traições e separações, mas de um momento para o outro, poderá haver o fim de um longo sofrimento e surgir um novo horizonte cheio de surpresas.

- quando ele se apresenta, costuma indicar a morte para o consulente ou para uma pessoa da família, o tipo de morte é quase sempre por feitiços, principalmente em cemitérios, pois ele tem por demais envolvimento com EGUN.

- as pragas e os feitiços das pessoas desse ODÚ, são por demais perigosas e com muito efeito, e infelizes serão os seus inimigos os quais tentarem guerrear ou cair no desagrado.

- para as pessoas que se encontrarem doentes, qualquer posicionamento será perigoso, com exceção e unicamente quando cair a direita.

13 – perigo de morte

+

+ 13 – morte contando

poucos dias

13

13 + 13 – cercado pela morte, porém há uma pequena esperança,

13 "nascer" para o orixá.

13 + – sem perigo de morte, fim de sofrimento

+ – notícia ou futuro perigo de morte.

13
                                 


14 BUZIOS ABERTOS- IKÁ

- Esse ODÚ favorece a um novo despertar e determina um cargo importante, traz muitas surpresas boas e poucas surpresas ruins.

- ele determina muitas felicidades, tais como: desembaraços de documentos, heranças, bons lucros em todos os tipos de negociações, uniões, casamento, boas amizades, etc., porém de um momento para o outro, a boa situação poderá mudar, pois a sua fase negativa indica prisões, gravidez por adultério, estelionato, calúnias, agressões e confusões.

- as pessoas regidas de IKÁ, são sempre muito confiantes e, por essa razão, chutam a felicidade, passando ao arrependimento logo após, mas elas, inúmeras vezes, se recuperam e se renovam após obstáculos, cheios de esperança a cada momento e de mediato, conquistam novas amizades com mais precisão e muita cautela em tudo por tudo, pois não sabem e nem gostam de solidão, odeiam a mesma por demais e por essa razão adquirem muitas lábias.

- são pessoas por demais prestativas e agradáveis, fingem ser viris, gostam de vaidade e esforçam-se para sobressaírem em todos os meios e em todas as áreas, lutando com a sua dupla personalidade.

- todas as vezes que IKÁ aparece bem posicionado num determinado jogo, significa possibilidades boas, tais como: cargo no santo, viagens, convites, heranças, nomeações, lucros, presentes, reconciliações, compra de imóveis, mudança de residência para uma melhor, etc…

14 – aviso de alerta, ter prudência e sagacidade.

+

14 + – vitórias, progressos, surpresas boas e caminhos abertos

14

+ 14 – abandono total de proteção, é condenação.

14

+ – falsidades, mas notícias, perigos futuros

14

14 – apenas uma oportunidade

14 + 14 único perdão e a sugestão é

14 dar obrigação.

- o local de entrega para o presente é na beira da cachoeira, sendo que a metade do presente ficará na água e a outra metade na terra, fazer ORIKI, e na volta dar comida a OSUMARÉ.

                                   

15 BUZIOS ABERTOS – OBETEGUNDA

- Esse ODÚ, possui uma função muito severa, a qual é iniciar inúmeras situações desconcertantes até ocasionar guerra, geralmente através de intrigas, invejas e ambições.

- Quando ele determina castigos em sua fase regida, as situações se tornam por demais perigosas e delicadas, ocasionando danos morais e materiais, tais como: processos, separações, perda de dinheiro, propriedades, objetos de muito valor, perda de emprego, risco de haver um crime, risco de incêndio.

- Entre tantas situações pesadas, esse ODÚ também adverte sérias perturbações orgânicas e uma demanda perigosa com um homem, por provocações iniciadas por uma mulher.

- Apesar de imposições rígidas desse ODÚ, o mesmo, após algumas séries de experimentações, finalmente alivia as pessoas regidas por ele, possibilitando vitórias, principalmente quando existir questões relacionadas com a justiça, as quais obterão julgamentos justos.

- As pessoas desse ODÚ ou sob sua influência, são favorecidas apenas em pequenos negócios e pequenos lucros, poucas são as possibilidades de sucesso, mas também não quer dizer que as pessoas desse ODÚ serão sempre pobres sem que realizem alguns dos seus projetos e sonhos.

15 – advertindo

+

+ 15 – prejudicando

15 – somente uma única

15 + 15 oportunidade, fazer santo

15 (feitura de orisá)

+ – ameaçando

15

15 + – protegendo


                            

16 BUZIOS ABERTOS – EJIBÉ-

 Responde Òrúnmilá, e todos os ODÚ do seu sistema.

- essa é uma indicação a qual todos os ODÚ respondem favoravelmente.

- a indicação de ALAFIA, é a representação favorável do Universo, é a verdade, o sucesso e a paz, dando indicações importantes, bons lucros, recebimento de herança, viagens prósperas e amor correspondido.

- essa indicação é feliz tanto para o consulente quanto para o Babalawo, pois o cliente terá daí em diante um novo início de vida, necessitando apenas de uma pequena orientação e alguns agrados aos ÒRÍSÁ, fazendo resguardo nas 3ª feiras para ÒRÚNMILÁ, usando branco até que todos os propósitos sejam totalmente resolvidos.

- tomar banho de acaçá com mel e banhos com folhas calmas e doces, tais como:

- saião – ewe odundun

- colônia branca – ewe ipeperegun

- manjericão branco

- poejo;

- algodão – ewe ewú

- alecrim;

- alfazema;

-          16 folhas de obi (para pessoas de SANGO, usar as de orogbo).